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REDENÇÃO

Terça-feira, 28 de Agosto de 2007

QUEM ACEITA O QUE NÃO ENTENDE? TODOS NÓS.

QUEM BUSCA ENTENDER O QUE NÃO ACEITA? POUCOS.

"Foi um choque brutal para mim quando soube. Não entendo como o coração de uma pessoa tão sadia como um atleta que treina diariamente possa falhar. Sinto uma grande dor pelo falecimento de Puerta. Era um garoto alegre, uma pessoa muito boa. Atuei com ele quase um ano, todos gostavam muito dele. Era um grande jogador".

Julio Baptista – Real Madrid

Publicado no site do Globo Esporte no dia 28.08.2007

Gostaria de te fazer uma pergunta: você entende realmente o que está acontecendo na sua frente nesse momento? Quando digo momento, é exatamente agora. Enquanto você movimenta o mouse, enquanto lê no monitor, você sabe o que está acontecendo em sua CPU? Você entende o que acontece quando coloca a chave na ignição do carro e dá partida? Você entende como uma árvore enorme se transforma em uma, ou melhor, milhões de folhas finíssimas de papel?

Que perguntas mais posso fazer sobre o que você realmente entende? Já sei. A morte. Você entende a morte? Mas você aceita ou não?

Três dias depois de ter desmaiado em campo o jogador do time espanhol Sevilha, Antonio Puerta, com 23 anos, teve uma falência múltipla dos órgãos em decorrência de uma parada cardíaca.

Julio Batista, jogador da seleção brasileira, faz então a curiosa (para mim) declaração: “Não entendo como o coração de uma pessoa tão sadia como um atleta que treina diariamente possa falhar”. Julio está espantado com a morte?

Não quero parecer insensível, pelo contrário, isso sempre me chocará e me fará lembrar que sou homem. De carne e músculos. Ossos e tendões. Corpo e Espírito. Acima de tudo cristão.

Em minha humanidade tenho a tendência de quando tudo está bem, pensar que sempre será assim. Me perdoe por isso!

Em momentos tristes assim, onde o mundo é comovido, pelo menos o mundo esportivo, a palavra redenção salta claramente em minha mente.

É inaceitável, um jovem sadio morrer assim. É inaceitável, milhares ficarem sem teto em um terremoto como o que devastou algumas cidades do Peru, recentemente. É também inaceitável, um inocente morrer por alguém culpado.

Ser redimido é ser liberto do poder de algum domínio, de uma escravidão, e viver com a liberdade daí resultante. Redenção sem restauração não existe. Andam juntas. E só o Redentor tem o poder de redimir. Quantos redentores você conhece?

“Mas agora se manifestou uma justiça que provém de Deus, independente da Lei, da qual testemunham a Lei e os Profetas, justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo para todos os que crêem. Não há distinção, pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça por meio da redenção que há em Cristo Jesus”. Rm 3.21-24 NVI

Que texto maravilhoso. Em momentos assim, tem me dado força para tentar entender o que não aceito. Pois, coube a Deus me redimir, mesmo sem eu merecer.

Posso tentar entender o inaceitável aos meus olhos - tanta violência, seqüestros, roubos, enfim, a morte - diante do livramento a mim exposto na cruz do calvário – Jesus Cristo.

Ele não ficou lá. O meu Redentor vive!

Eu não entendo muita coisa, mas quem disse que é preciso para aceitá-lo?

Você entende a ressurreição? Nem eu. Eu quero para mim.

Eu acredito em Ti, Jesus.

A Mala Velha (continua aberta)

Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007

Mais uma pérola encontrada na mala velha. Não esqueça que amanhã (25.08), começa a saga de Nahuatl.

A MULTIPLICIDADE DO MAL VERSUS A SIMPLICIDADE DA VERDADE

“A vontade de existir, de viver, de lutar, de prosseguir, somente produz a tristeza e fomenta todos os males que vemos no mundo (...)”.

“A vida é má por ser egoísta e vil. A vontade torna os homens cobiçosos, intrigantes e ruins, e, no entanto essa vontade é que é a essência de todas as coisas. Portanto, a própria existência é um mal”.

Schopenhauer.

O que é o mal e o que é a verdade? Verdade sobre o que? Porque Schopenhauer era tão pessimista?

Tenho como base da minha verdade de vida, sobre esse assunto, alicerçado em Romanos 2.

Que confusão eu vou me meter!

O mal já foi descrito de várias formas no decorrer dos séculos:

O verdadeiro dualismo (zoroastrismo) – segundo esse ponto de vista, o mal é real e permanente.

Budismo – o mal têm suas raízes nos desejos, a eliminação dos desejos produz a eliminação do mal.

Sócrates – equiparava o mal à ignorância, pensando que o conhecimento nos liberta do mal.

Platão – pensava sobre o mundo eterno como um mundo constituído por seres ou entidades de perfeita justiça. Mas, no mundo dos particulares (o nosso mundo), os seres físicos são imperfeitos, por serem apenas imitações do mundo real.

Panteísmo – é criado um problema, visto que todas as coisas são vistas como Deus. O panteísmo localiza o mal nas emanações mais distantes do fogo central, especificamente, na matéria.

Rashdal – representa aquele grupo de teólogos e filósofos que pensam que o mal começou porque o próprio Deus é limitado (finito) e não pôde impedir. Em outras palavras, Deus também tem os seus problemas. É curioso que o mormonismo assume uma posição um tanto similar a essa.

Agostinho – promovia a idéia do mal como ausência do bem. Essa é também uma perspectiva limitada quanto ao sentido e à natureza do bem e quanto aos propósitos da vida. Ele assumiu essa posição na tentativa de evitar acusar Deus de ser o autor do mal, visto ser ele encarado como soberano sobre todas as coisas.

Eu preciso partir do princípio que acredito: Jesus Cristo e o seu Evangelho como verdade (isso é uma questão de fé).

A verdade, tal como é revelada em Jesus, é tão radical, tão grandiosa em toda a sua dimensão, tão universal e essencial à vida humana, que não há necessidade de expedientes psicológicos para elevá-la ou torná-la mais interessante. É o mais cativante assunto de que se tem notícia, pois diz respeito ao próprio homem, no nível mais profundo de seu ser.

O evangelho nunca fica só no ideal, mas vê a vida tal qual ela é.

O que o homem mais anseia na vida?

A semelhança com Deus.

A igreja não pode salvar; o conhecimento da filosofia cristã não cura; a doutrina sem amor ensoberbece – somente Jesus é Senhor. Somente Ele é absolutamente essencial à vida e o único capaz de nos fazer viver com todo o mal ao nosso redor.

Jesus veio para nos libertar da neurose do vazio e da escravidão do mal.

Com certeza, faltou a Schopenhauer, com toda a sua inteligência, um aprofundamento na verdade daquele que disse: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida (...)” - Jesus Cristo. João 14.1-14.

Deus permanece para sempre!

PPRamada

Bibliografia:

Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia - Champlim.

Bíblia Sagrada.

A Mala Velha

Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007

Eu não ia escrever nada antes do dia 25.08, mas hoje aconteceu algo importante: ABRI MINHA MALA VELHA.

Algum tempo atrás eu escrevia quase do mesmo tanto que lia. As palavras fluíam com facilidade e os pensamentos eram tantos que ficava difícil de ordená-los. Ainda estou pressionando o cérebro pra lembrar onde as coisas mudaram. É claro que não foi um único acontecimento, foram vários, e hoje percebi como é fácil encontrar desculpas para a minha negligência. Poderia escrever pelo menos 10 aqui. Não é essa a minha intenção.

Algumas vezes é engraçado como Deus age. Apesar de saber que Ele não está sorrindo da displicência com que tenho tratado “meus” talentos. A parábola dos talentos (Mt. 25.14-30) não tem nada de engraçada.

Liguei o computador hoje e fiquei netiando e de repente eu lembrei da mala velha cheia de papéis que havia guardado em cima do guarda-roupa e que não abria a pelo menos uns dois anos. Dentro, encontrei vários artigos que havia escrito e um deles me impactou, cheguei mesmo a duvidar se teria sido eu. No fim lembrei exatamente de tudo e até onde havia ministrado essa palavra. Na Igreja do Nazareno em Manaus em Janeiro de 2004, hoje houve um renovo em minha vida, graças a Deus e a mala velha. Lei-a o artigo abaixo e reflita. Quem sabe tem algo maravilhoso dentro de sua mala velha (se você tiver uma), esperando para ser REENCONTRADO.

OS CINCO PÃES E OS DOIS PEIXINHOS.

(Mateus 14.13-21; Marcos 6.30-44; Lucas 9.10-17; João 6.1-15)

Jesus estava triste ao receber a notícia da cruel morte de João Batista, e, ao mesmo tempo, os discípulos retornavam de uma viagem contando todas as maravilhas que tinham feito pelo poder de Deus. Imaginem a mistura de sentimentos no coração de Jesus. Ele deve ter tido vontade de ficar só e com certeza de chorar sua dor, mesmo diante de boas notícias.

O Filho de Deus retirou-se para um lugar deserto (segundo Mateus), mas as multidões não deixaram. O que aconteceu foi que, na afobação, as pessoas esqueceram de se preparar e de levar comida. Afinal, o homem mais famoso da atualidade estava nas redondezas, ninguém podia perder tempo.

O milagre da primeira multiplicação dos pães tem algo de diferente, pois é o único relatado nos quatro evangelhos juntamente com o milagre da ressurreição. O que há de especial nesse milagre? Vamos descobrir.

Cristo é sempre a ênfase do Evangelho, mas a forma como Ele atuou nesse milagre é especial.

Uma coisa importante a ser dita sobre aquela multidão, é que eles estavam buscando, desesperados, um mover de Deus em suas vidas, sem quererem um compromisso, por menor que ele fosse. A diferença do Cristão está no valor que ele dá ao compromisso com Deus, Jesus Cristo e sua Palavra. E quando temos um compromisso deixamos o Espírito Santo agir e ensinar o que fazer. Naquela época o Espírito Santo de Deus ainda não estava atuando, mas um menino (usado por Deus) deu uma lição de como agir com compromisso.

Esse menino que só o próprio Deus sabe o nome, ouviu que Jesus estava passando e na afobação saiu correndo atrás Dele. Não! Não! Ele se preparou para passar muito mais tempo, talvez dias como Mestre. Ele levou consigo 5 pães e 2 peixinhos. Deve ter pensado: “Isso é suficiente para mim”.

Os apóstolos perceberam a enrascada: 5.000 homens famintos. O que fazer?

O apóstolo André informou a Jesus (como se Ele não soubesse): “Está aí um rapaz que tem 5 pães e 2 peixinhos, mas o que é isso para tanta gente?”

5 pães e 2 peixinhos, 7 elementos muito significativos (sem misticismo) que analiso, simbolicamente, com a ajuda de Efésios 1.15-21.

1)Sabedoria.

Ef.1.17

O primeiro pão.

Aquele rapaz agiu segundo a sabedoria de Deus, não apenas pela afobação da carne.

“E se clamares por inteligência e entendimento alçares a tua voz. Se buscares a sabedoria como a prata e como a tesouro escondido a procurares. Então entenderás o temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus”. Pv2.3-5

2)Revelação no pleno conhecimento Dele(Deus).

Ef.1.17

O segundo pão.

Paulo, não está falando de um espírito advinho, o que ele está dizendo é que necessitamos do Espírito Santo de Deus que explica mistérios e segredos, e conhece o que está escondido na escuridão, pois com Ele mora a luz. (Dn.2.22). Amós escreveu que certamente o Senhor Deus não fará alguma coisa sem revelar aos seus servos os profetas (Am 3.7). O próprio Cristo já não nos chama de servos mas de amigos porque tudo Ele nos tem dado a conhecer (Jo15.15). Paulo escreveu aos romanos que existia uma verdade secreta que nunca havia sido revelada no passado, mas que foi revelada por meio daquilo que os profetas escreveram. E por ordem do Deus eterno, ela se tornou conhecida em todas as nações, essa revelação, é o Evangelho de Jesus Cristo (Rm16.26). O que ninguém nunca viu nem ouviu, e o que jamais alguém pensou que podia acontecer, foi isso que Deus preparou para os que o amam (1Cor). Agora, não venha me dizer que aquele menino levou “acidentalmente” os seus pães e os seus peixinhos. O que Deus tem revelado a você? Você tem percebido as revelações de Deus. (Abrindo a mala velha Deus falou comigo).

3)Iluminados os olhos do vosso coração.

Ef.1.18

O Terceiro pão.

Em Lucas 12.34 Jesus afirma que onde estiver o meu coração ali também estará o meu tesouro.

Antes vivíamos segundo a vontade da carne, mas agora que pertencemos a Jesus devemos andar na vontade de Deus. Deus ilumina o nosso caminhar e essa luz faz germinar a semente da palavra e brotar os frutos do Espírito. Pessoas assim sempre procuram o que agrada a Deus e correm para longe do pecado.

Ei! Você que está dormindo, acorde! Levante-se do seu divã da morte e Cristo te iluminará. Parafraseando Ef.5.14.

4)A esperança do chamado.

Ef. 1.18

O quarto pão.

Se eu não sei para o que Deus está realmente me chamando é porque ainda não entendi o real sentido da palavra esperança. Cristo é o nosso maior exemplo. Ele sabia que precisava estar envolvido no trabalho do Pai (Lc. 2.49). o seu chamado era para pregar arrependimento e anunciar a boa notícia do Reino de Deus. Ele tinha que cumprir o seu chamado (Lc. 12.50). Ele precisava ser diligente nesse chamado remindo o tempo (Jo.9.4).

Jesus foi o único homem que nasceu para morrer e nunca, jamais, em tempo algum (redundante mesmo), perdeu a esperança da ressurreição. Abraão só esperou o tempo que esperou - mesmo quando não havia mais esperança - por ter acreditado no seu chamado para ser pai de nações.

Na esperança fomos salvos (Rm. 8.24) e e nela encontramos segurança (Hb. 6.18-19). Assim como uma âncora segura um barco, é assim a esperança na vida do cristão.

5) A riqueza da glória de sua herança nos santos.

Ef. 1.18

O quinto pão

Não existe dinheiro que pague aquilo que Deus prometeu. Por não entender o valor de sua herança Esaú a trocou por um prato de lentilha. De que você está usufruindo? Da herança de Deus ou das lentilhas?

O irmão do filho pródigo tinha tudo ao seu alcance sem usufruir. Aqueles que não usufruem da herança de deus estão sempre criticando os que o fazem.

Existe sim uma herança terrena e outra celestial. Mas tem muito cristão querendo apenas a herança celestial e vive na terra um verdadeiro “Deus nos acuda!”

O quinto pãozinho representa a herança de Deus. É a sua paternidade aqui na terra e sua glória lá no céu.

Rm 8.17

6) A suprema grandeza do poder de Deus que age em nós, os que cremos Nele.

Ef.1.19

O primeiro peixe.

Certa vez perguntaram de Jesus: “quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” (Mc.4.41).

Etã, um dos salmistas da Bíblia diz no Salmos 89.8: “Ó Senhor, Todo Poderoso, não há ninguém que tenha tanto poder como Tu! Em todas as coisas Tu és fiel, ó Senhor!”

Poderia falar muito sobre o poder de Deus mas não estaria completo se não falar dos agentes desse poder: Nós. Eu e você.

É através de nós, os verdadeiros cristãos, que Deus canaliza o seu poder, isso não significa um poder limitado, e sim que Deus se sente a vontade (sendo antropomórfico), em derramar graça, poder e amor sobre seus filhos queridos.

Aquele menino (ou rapaz), foi um canal do poder de Deus. Você entende isso?

7)A eficácia do poder de Deus

Ef. 1.19-20

O segundo peixinho.

A eficácia do poder de Deus em nós está no testemunho.

Não é para viver de aparência, nem orgulhar-se e muito menos ser um homem (mulher) show. Não é para ser alguém espetacular. Deus é o maior espetáculo acima dos céus e abaixo da terra. E nós (os cristãos) não somos meros espectadores. Somos testemunhas fiéis. O ápice desse poder será demonstrado em cada um de nós no dia da ressurreição ou do arrebatamento.

Aqui vou abordar uma questão cristã mundial: você tem visto a eficácia de Deus te capacitar para testemunhar de Cristo e do seu Evangelho?

Riquezas, saúde, bens, família, e o que mais poderíamos acrescentar? É nisso que está a eficácia do poder de Deus? O que dizer dos cristãos pobres? E dos cristãos enfermos? E dos cristãos orfãos? Acaso o poder de Deus não atua através deles?

Pois lembre-se que enquanto fôlego tiveres a eficácia do poder de Deus atuará sempre em teu testemunha Dele.

Deus te chama e a mim também, para revermos nossos conceitos.

Para quem sabe abrir a “mala velha” e reencontrar algo de valor, que te relembre de quem são realmente os “talentos”, o fôlego e a vida.

Deus permanece para sempre.