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IMPRESSÃO SOBERBA



A mentira é uma conversa cheia de falsidades, quem não mente? Quem nunca mentiu? Alguém vive em meio de tantas mentiras que passa a ter uma IMPRESSÃO SOBERBA de que as mentiras são verdades. A repetição da mentira cria o senso de realidade vivida como se aquilo realmente tivesse acontecido, só lembrando, tudo não passa de uma impressão, ou seja, é uma grande mentira contada diariamente. 
A vida nos força a mentir quando precisamos nos livrar de uma enrascada, bem ou mal, assumir os resultados da verdade nem sempre é fácil(falar é sempre mais fácil), a diferença é que a verdade traz liberdade, juízo, consciência... a mentira, essa nos dá apenas impressão de tudo isso.

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Arrependimentos

Fui questionado: “Pablo, você tem arrependimentos?” A resposta foi imediata: “Sim, muitos”.
Eu me arrependo de tantos erros que causaram mágoas, eu me arrependo de intenções que não deram certo, eu me arrependo de vontades fora de hora, eu me arrependo de palavras maléficas que não voltam, eu me arrependo de atitudes que enganaram, eu me arrependo de mentiras, eu me arrependo de abandonos, eu me arrependo da falta de interesse, eu me arrependo do silêncio que despreza, eu me arrependo do descaso com o importante, eu me arrependo do tempo perdido com banalidades, eu me arrependo de tantos pecados, eu me arrependo de não ter ouvido a minha mãe, eu me arrependo de não ser parecido com meu pai, eu me arrependo por não ser um exemplo de pai, eu me arrependo por causar tanta dor, eu me arrependo de não ser uma pessoa melhor...
... Não me arrependo de viver, só os vivos se arrependem e aprendem o que é redenção!


Fora da Clausura

A clausura do pensamento retido e contido na experiência alheia e ao leo. A clausura na preguiça, no desânimo, na moleza, no sono, na mesmice indolente que prostra, esmorece e submerge no ócio. A clausura na esterilidade mental, no desprovimento de capacidade, na improdutividade intelectual, no esgotamento físico, prisão no desimaginativo. A clausura na recordação nostálgica, na tristeza, na mágoa, no rancor, na falta de liberar o perdão, na dor, na viuvez, na solidão, na orgia, no calor, no frio, na saudade, no amor, no ódio, na doença, na morte.
O que te prende?
O livramento vem pelo pensamento liberado, livre, criativo, vivido, singular ou plural, ativo, animado, trabalhado. A liberdade é fertilidade mental, prazer físico e construção sonhadora, atividade focada e firmeza. Não existe claustro quando a saudade é saciada, quando o sonho é realizado, quando o amor é sentido, a dor aliviada e a solidão é despedida.
O que te mantém livre?

Momentos e o Tempo

O que é a vida? Não me refiro ao fato de respirar e estar vivo e sim, o que é a vida para os que respiram? Será que posso dizer que são momentos? Seria a vida um conglomerado de momentos que formam, que constroem uma vivência? Será que esses momentos passam levados pela chuva com tamanha frivolidade ou até mesmo insignificância?
Certa vez, eu entrei na maternidade, era horário de visitas, eu chamei o nome de uma garotinha, um bebezinho deitado num pequeno berço: Hadassa! Aquela criança esperneou tão bruscamente que quase caiu, foi uma correria... Hadassa é a minha filha que nessa semana completará 13 anos. Naquele dia 03 de novembro de 2003, ao ouvir o som da voz que passou 9 meses cortejando, chamando, cantando, declarando... ela simplesmente reagiu, ela me queria e eu a peguei em meus braços e não existe uma vez que eu compartilhe esse MOMENTO sem me emocionar, sem respirar fundo, segurar as lágrimas e controlar o coração, porque simplesmente foi um dos momentos mais fantásticos …