Gerenciamento de Crise


Crise é uma mudança brusca nem sempre ruim, uma pessoa que ganha um prêmio milionário está em crise financeira, entretanto, ninguém diria isso, pelo contrário, levantaria as mãos aos céus e diria: “adeus crises!”

Diferente do controle de riscos que trabalha preventivamente, o gerenciamento de crise é o plano de salvação dos passageiros em um naufrágio, “mulheres e crianças primeiro”.

Quando acontece um acidente aéreo de grandes proporções, como o que aconteceu com o voo 1907 da Gol e o voo 3054 da Tam, uma equipe é acionada e o plano de emergência iniciado. Um dos quesitos é providenciar acompanhante para cada família das vítimas, esse acompanhamento é feito por colaboradores voluntários das companhias aéreas, não somente da que sofreu o acidente. Existe um treinamento para essas voluntários, no qual quem participa se compromete a responder o chamado dentro de uma hora em caso de acidentes e recebem uma carteirinha, que carregam junto ao crachá da empresa.

Gerenciamento de crise na vida pessoal é tão importante quanto na aviação, porém, preferimos viver a “busca pela felicidade”, do que acreditar que algo ruim pode acontecer. Imaginemos uma pessoa que sai de casa, sofre um acidente e fica paralítica das pernas, ninguém quer pensar nisso e muito menos se preparar para isso. Seria muita paranoia, concordas? Eu concordo. Os dias vão passando e as crises acontecem, daí acionamos o "plano emergencial”, do jeito que dá. Algumas pessoas conseguem guardar dinheiro, todavia, numa crise existencial ou emocional, como gerenciar?

Menopausa, andropausa, divórcio, viuvez, velhice, doenças, solidão, obesidade, falta de grana, falta de trabalho e tantas outras adversidades pelas quais não teremos um voluntário a nossa disposição, geralmente, precisaremos encarar sozinhos, pronto ninguém está, mas pelo menos você tem pensado nisso? Não quero que seja um texto pessimista, é que na vida real, felicidade e crise se intercalam tão rapidamente, que parecem andar de mãos dadas.

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