Grande parte
da minha vida eu passei próximo ao mar. Sempre admirei a imensidão azul e os
mistérios sob as águas. A pesca de arrasto, de linha, as brincadeiras nas
ondas, o surf, ou simplesmente sentar e admirar o crepúsculo.
Um dia ouvi
uma notícia que um Tsunami havia matado mais de 200 mil pessoas, que as suas
ondas haviam atingido da África do Sul, Chifre da África, Índia até a
Indonésia. Geografia era uma matéria preferida e durante a notícia tentava
visualizar no mapa a dimensão disso tudo, não acreditei. Rapidamente pesquisei na
internet para ver o mapa global, ainda assim, não conseguia acreditar, por mais
que fosse verdade, era algo inconcebível para o meu entendimento, porém, quando
as imagens apareciam na TV, aos poucos “é verdade”, “é verdade”, “é verdade”,
reverberava claramente. Aconteceu em Dezembro de 2004. Em questão de horas, milhares de pessoas perderam suas vidas e as que sobreviveram, ficaram sem nada.
Eu nem consigo imaginar como deve ser isso. Os desastres naturais estão
aumentando no decorrer dos anos, por quê isso?
Os especialistas
apontam o aquecimento global como o fator principal, em 2015 aconteceram 15
furacões que causaram destruição, quando a média era 6. O Brasil está alocado
numa região livre da maioria dessas forças, talvez por isso nossa apatia em
relação a esses fatos. Quando acontece algo por aqui, no geral está envolvido
falta de planejamento ou desrespeito a natureza. Só para termos uma ideia, a
Lei do Saneamento Básico completou 10 anos em 2017 e ainda temos 50% da
população sem esgotos, literalmente, estamos cagando pra isso. Pesquise na
internet e veja você mesmo.
Tudo que é
básico no Brasil é uma “merda”, quer ver só, saúde básica? Educação básica? Salário
básico? Segurança básica? Saneamento... Ops, já falei desse. Observe que os
estudantes de classe média e alta, que tem condições de pagar, procuram
universidades públicas e conseguem o maior número de vagas, o motivo? Tiveram
uma educação básica melhor. Os estudantes de famílias de baixa renda, que estudaram
em escolas públicas não conseguem nem 40% das vagas nas mesmas universidades, e
isso é porque vivemos quase 20 anos de um governo assistencialista. Nem vou
comentar os demais itens, está tudo às claras, pesquise. Eu não sou contra
nenhum tipo de assistencialismo, porém, como alguém já disse “precisamos aumentar
o número de pessoas que deixam o assistencialismo e não o contrário”.
Agora surgiu
uma onda de “riquinhos das universidades públicas” proclamando “resistência”,
pelo amor de nós, entendam o básico e aproveitem melhor a oportunidade que
conseguiram, vivemos um “Tsunami” político devastado pela corrupção e desvio
de bilhões de Reais. Dinheiro esse que poderia ser usado, basicamente, para
melhorar a vida daqueles que necessitam de assistência. "É verdade", "é verdade", "é verdade", precisamos mais do básico.
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