sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Arrepios


Arrepio é quando a sua alma tenta fugir e fica presa aos pelos do corpo, é brincadeira.

O frio e o medo são as maiores causas de arrepios, que sensação estranha, concorda comigo? Um susto, o coração acelera e pá, nossos pelos arrepiados e aquele calafrio que percorre o corpo como uma onda de choque. Você está de corpo quente e alguém encosta gelo, nossa! Parece uma descarga que faz a gente se contorcer igual cobra na areia quente.

Minha tia tem fobia de lagarta, mas é uma coisa tão gigante que basta eu falar: lagarta! Ela se arrepia. É incrível, “lagarta” funciona como um aviso de perigo. Meu pai tem a mesma reação com sangue, minha mãe com besouros, minha irmã com aranhas e a minha filha com lagartixas e sapos. Basta uma foto de sapo e o corpo se entorta arrepiado e faz aquela careta, um dia eu filmo.

Pense agora naquela pessoa que te causa arrepios... Pensou? Nem todo arrepio é de medo, tem arrepio bom, o cérebro se confunde. Chega junto da sua mina agora e dá aquele cheiro no pescoço, subindo pela nuca e fala baixinho: te quero. Aposto que tem mulher que se arrepia só de ler isso, não é a toa que Cinquenta Tons de Cinza fez tanto sucesso com a mulherada.

Cativar carinho e provocar arrepios é melhor que reclamar e discutir, se você tem uma amada ou amado e ainda não fez um carinho hoje, se redime, chega junto e cause um arrepio. Deixe um recadinho mais ousado, mande uma mensagem caliente. No meio do expediente, liga e diz que tá com vontade de... E de... com ela ou ele. Manda aquela música, provoque um arrepio e faça o dia da pessoa que você ama melhor.


quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Apelidos


Apelido é uma forma carinhosa de chamar alguém, mas tem apelido depreciativo, os meus sempre foram esses: ‘orelhudo’, ‘olho de bomba’, ‘palito’. Nessa época, lá pelos 7 a 10 anos de idade, eu também chamava os outros por esses tipos de apelidos, era comum. ‘Rolha de poço’, ‘verminoso’, ‘bafo de bode’, ‘tampinha’, ‘batoré’, etc. Era bullying, porém, essa palavra difícil ninguém conhecia.

Os apelidos vêm de uma época bem mais antiga, quando as pessoas só tinham nome, pois é, você que tem dois nomes e três sobrenomes saiba que antigamente as pessoas só tinham nome, um só. O tempo foi passando e surgiu a necessidade de fazer diferenciação, acrescentaram um apelido que identificasse a família ou lugar de onde a pessoa era. Outros apelidos identificavam de quem a pessoa era filho. Na Espanha e Portugal, apelido é o que temos para sobrenome. Pablo Ramada, eu, é o mesmo que dizer: Pablo que é filho do Ramada, no caso da família Ramada.

“Mozão”, “Bebê”, “Mô” e outros tantos que eu vejo entre os casais é uma outra categoria, confesso que eu não me encaixo muito nessa prática, mas nada contra quem gosta, afinal, o que vale é a intenção. Apelidos melosos, engraçados, alguns nem tão engraçados, tipo: “meu cachorrinho”, acreditem, eu já vi. O que vale é o real significado entre o casal. Serve para expressar amor e o outro entende dessa forma, então está valendo. Au! Au!


quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Reciprocidade


A famosa corrente do bem é um ciclo de reciprocidades, devolver ao outro aquilo que você recebeu sem esperar nada em troca. Parece simples, será mesmo? Responda agora, rápido, quando foi a ultima vez que foi recíproco? Espera um pouco, um favor se encaixa no conceito de reciprocidade, entretanto, foge dos princípios, se foi um favor não vale.

O grande diferencial da reciprocidade é quando isso parte de você, mas o conceito de reciprocidade não está ligado a devolver, como pode começar em mim? Simples, você é gentil.

Você conhece alguém que te tratou tão bem que te deixou até constrangido? Pois é, essas pessoas iniciam a corrente. Eu mesmo não sou tão gentil, me esforço.

Em geral as pessoas gentis são vistas como tolas, que se deixam usar pelos outros, são os “bestas”. Deixe-me dizer só mais uma coisa, o mundo é melhor por causa dessas pessoas.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Ser bom não é ser o MELHOR


A vida é boa, mas sempre pode ser melhor. O difícil para alguns é tão fácil para outros, porém, ser melhor não tem a ver com a facilidade de se conseguir as coisas ou alcançar as metas, ser melhor tem a ver com PRATICAR. Basta pensar no melhor que você conhece em algum esporte, carreira profissional e até mesmo a melhor pessoa de suas relações. Existem pessoas melhores do que outras. Não falo numa questão de valor, e sim, atitudes. Seres humanos que praticam atitudes melhores a cada dia, enquanto outros praticam atitudes ruins.

Não importa o quanto você é bom, se parar de praticar, deixarás de ser. Os que alcançam o sucesso ou chegam num patamar diferenciado suaram, investiram, estudaram, batalharam mais do que os outros e consequentemente, sofreram muito mais, porque ser melhor naquilo que você faz é suportar o que os outros não suportaram.

Quando você é bom tem que buscar ser o melhor, as pessoas pagam caro pelo que é bom, mas pagarão duas ou três vezes mais pelo que é melhor. Eu gosto de escrever, algumas pessoas dizem que eu sou bom, todavia, também sei que estou longe de ser um dos melhores, por isso voltei a praticar.

A certeza de ser bom em algo é prazerosa, mas não é suficiente, o bom nunca será o melhor. Muitos trabalham, mas quem são os melhores? Em suas relações, quem são as pessoas com as melhores atitudes? Naquilo que você gosta de fazer, quem são os melhores? Inspire-se nessas pessoas, os melhores tem falhas, mas se alcançaram o reconhecimento em algo, é porque trilharam o caminho do sucesso e certamente, deixaram pegadas.

domingo, 20 de maio de 2018

Das Tripas, coração! Um nó de emoção.


Não adianta chorar o leite derramado. O povo fala demais, bom é saber calar até o tempo de falar. Quem jura é quem mais mente. Não é por muito madrugar que amanhece mais cedo. As melhores fragâncias estão nos menores frascos. A noite todo gato é pardo. Caiu na rede é peixe. Antes só do que mal acompanhado. Mentira tem perna curta. 

Tem muitos ditos populares, adiciona aí o seu...

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Perceber e Observar


"Aquela lanchonete sempre esteve ali?"

Alguma vez aconteceu algo parecido com você? Em seu caminho diário, de repente, apareceu um estabelecimento que você jurava que não existia. Num ambiente comum, tem algo que você nunca observou, ou mesmo na pessoa que convive com você diariamente, uma característica que você nunca tinha notado.

O poder de percepção e observação é diferente em cada um de nós, parece óbvio, só que nem tanto assim, basta contar uma história e perceberemos como ela se propaga, as pessoas que a replicarão podem até jurar que estão contando a mesma história, raramente será.

As pessoas, as circunstâncias, os caminhos, as características, o horizonte, contar uma história exige muita percepção do todo e observação dos detalhes. Aquele livro imenso e no fim você tem a sensação de que poderia ter finalizado muitas páginas antes, ou aquele que terminou rápido demais, são no mínimo falhas de percepção de quem escreveu.

Um bom escritor precisa ser um bom observador, perceptivo, sensitivo e minucioso. Os melhores textos são aqueles que contêm o essencial para a narrativa, seja ela um suspense, terror, ou uma ação simples como o apanhar de uma rosa. Os textos incríveis são aqueles que me prendem e instigam a ler cada vez mais, com você não é assim?

Os mais perceptivos podem não ser os mais criativos, mas certamente, contarão boas histórias.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Cervantes e Verne


Eu não sei com exatidão a idade que eu tinha na época, acredito que treze ou quatorze anos, estudava pela manhã, na hora do recreio eu subia para a biblioteca, não, eu não era um nerd! O setor disciplinar da escola fez umas recomendações, tipo umas terapias de grupo para as crianças acima do normal, lógico que eu era acima do normal, quer que eu diga o quê? Enfim, o que eu quero contar é sobre o meu encontro com Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote.

Estou falando do encontro literário com Dom Quixote, o cavaleiro atrapalhado e paranoico junto com seu escudeiro gordinho e realista, foi o livro que mudou a minha forma de ler. Depois dele eu queria mais como ele, a partir de então a leitura virou uma prática.

O que tanto me impressionou além da história em si, foi a criatividade do autor, desde então isso é o maior atrativo para mim. As obras de Julio Verne são incríveis desse ponto de vista, a mais de cem anos atrás, Verne escreveu sobre coisas impossíveis e que não existiam em sua época, porém, anos depois aconteceram ou se tornaram possíveis. Verne escreveu sobre viagem a lua, viagem ao centro da terra, a volta ao mundo, submarinos e viagens ao fundo do mar, entre outros escreveu uma aventura que se passa na Amazônia brasileira, apesar de Verne nunca ter vindo ao Brasil, “A Jangada”, publicado em 1880, na história uma cidade flutuante é construída.

Inúmeros autores se destacam nesse sentido, são criadores do inimaginário e construtores de fantasias, senhores de mundos de aventuras. Cervantes e Vernes são apenas dois nessa “Academia de Autores Mundiais”, quem sabe um dia terá um Ramada entre eles.

sábado, 6 de janeiro de 2018

A extinção das bibliotecas e o sonho alcançado.


Uns dias atrás eu passei na frente da biblioteca pública aqui de São Luís, estava fechada, por sinal. Eu lembro de várias vezes, que saí de casa para fazer trabalho e encontrar com os amigos da escola. Falávamos o assunto para a bibliotecária, que logo nos trazia alguns livros, sentávamos numa mesa redonda e passávamos a tarde pesquisando, fazíamos o trabalho em cartolina ou papel almaço. Depois do trabalho passeávamos pela redondeza, ou simplesmente sentávamos na praça em frente e nos divertíamos.

A internet chegou e mudou isso, muitos jovens de vinte e cinco anos pra baixo, nunca entraram numa biblioteca, a não ser as virtuais. Inúmeras bibliotecas públicas fecharam e outras ficaram restritas as universidades. O acesso a informação e a produção textual está muito mais fácil, sem sombra de dúvidas, a internet facilitou a vida para os escritores, hoje em dia podemos publicar livros de graça, basta ter acesso a internet.

O desenvolvimento virtual é um processo impossível de parar. Eu mesmo quase não compro livros, os e-books são mais acessíveis e baratos. Os discos de vinil e as fitas cassete são objetos de colecionadores, acredito que daqui algum tempo, os livros também serão.

Milhares de escritores surgiram pelo mundo a fora, de todos os tipos e em todas as especialidades e assuntos. Se por um lado a internet gerou a extinção de inúmeras bibliotecas, por outro, possibilitou a execução de um sonho para muitos – escrever um livro. Alguns autores chegaram a se isolar do mundo para escrever, hoje em dia, quanto mais conectado, melhor são as chances de produzir uma obra significativa.

Não sei afirmar o que vem por aí, mas se você leu esse texto é graças a internet, que me permitiu transformar um sonho, numa atividade corriqueira – escrever.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

FUNPEN

Fonte da Imagem
Fundo Penitenciário Nacional, segundo o site do Ministério da Justiça e Segurança pública, são aplicados em construção e ampliação de estabelecimentos penais, formação, aperfeiçoamento e especialização do serviço penitenciário; aquisição de material permanente, equipamentos e veículos especializados imprescindíveis ao funcionamento dos estabelecimentos penais; formação educacional e cultural do preso e do internado; programas de assistência jurídica aos presos e internados carentes, entre outros.

Alguns detalhes:

  • A última planilha de execução no site consta com data de 05/12/2014, com 94,74% dos valores da dotação, empenhados, ou seja, dos R$ 335.467.599,00 dotados, R$ 317.814.491,57, foram utilizados, onde? Cadê a planilha atualizada?
  • 3,14% das arrecadações da Mega-Sena são destinados ao FUNPEN.
  • Mais de 130 mortos nos presídios brasileiros em 2017.

Diante da brevidade das informações, podemos facilmente perguntar:

  • Quanto tinha o FUNPEN em 2017? 
Mais de 2 bilhões de Reais, isso mesmo, R$ 2.000.000.000,00.

Meus amigos, não podemos esquecer, a crise carcerária é consequência direta da corrupção e descaso de nossos políticos.

MUDA BRASIL!




200 Palavras



O mais difícil de uma boa história é transformá-la em uma boa leitura. O desafio de transformar ações em pensamentos e pensamentos em letras, é único para cada autor. Aquela frase marcante, a ação descrita que impressiona, o personagem, o ambiente, o livro inesquecível. Um certo autor demorou doze anos para finalizar uma obra, enquanto outro menos de uma noite, qual o diferencial? Existe uma fórmula?

Uma história de duas mil palavras pode ser tão impactante quanto outra de duzentas mil palavras? Quem diria que o Twitter faria tanto sucesso, são apenas 140 caracteres. Em minha audaciosa vontade de escrever algo que vá além do “legal”, estou consciente, que a melhor história permanece no espaço criativo da minha mente, quanto mais eu descubro formas, técnicas, métodos, estudos, dicas, conselhos, que me ajudem a revelar esses devaneios em letras, mais palavras conseguirei escrever. Um detalhe importante que tenho aprendido, o bloqueio é tão simples que chega a ser frustrante, basta uma pequena tristeza para travar todo o processo. 

Quem não vive das letras como eu, precisa administrar o dia, brigar por uma rotina na qual consiga produzir, se não duas mil palavras, pelo menos duzentas como nesse pequeno texto. Quanto mais escrevo, mais aprendo.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

A 3ª COPA

O mundo estava prestes a conhecer o Nazismo em sua essência, a Áustria havia se classificado para a Copa, porém, em março de 1938 a Alemanha anexou o território da Áustria e obrigou os jogadores a defenderem a seleção alemã. Mattias Sindelar, o “homem de papel”, jogador tcheco e craque, que defendia a Áustria, se negou a jogar e foi encontrado morto em seu apartamento um ano depois, envenenado por monóxido de carbono, a forma que isso aconteceu ninguém sabe ao certo. Sindelar recebeu o apelido de “Mozart do Futebol” e foi enterrado em Viena no mesmo cemitério que Beethoven, Brahms, Schubert, Strauss e outros.

O Brasil dessa vez chegou ao mundial sem rixas internas, realizou cinco jogos e conquistou o 3º lugar, melhor campanha da seleção em um mundial até então. Leônidas, o “Diamante Negro”, foi o artilheiro da Copa com sete gols, um deles marcou com o pé descalço no jogo histórico contra a Polônia, o Brasil venceu por 6x5 com três gols de Leônidas.

A Copa de 34 tinha sido na Itália, por isso a Argentina queria a copa em seu território conforme rodízio. A Alemanha tinha organizado a Olímpiada de 36, a Copa era mais uma oportunidade para a propaganda nazista, mas a FIFA decidiu realizar a Copa na França em homenagem a Jules Rimet e seu aniversário de 64 anos. Em protesto a Argentina e Uruguai não participaram, o Brasil e Cuba foram os únicos participantes do lado de cá do planeta. Foi a única vez que os cubanos participaram de uma Copa.

“Vencer ou Morrer”, simples e direta a recomendação do líder fascista italiano Benito Mussolini aos seus jogadores, que mais uma vez seguiram à risca numa campanha vitoriosa. Itália 2x1 Noruega, Itália 3x1 França, Itália 2x1 Brasil e Itália 4x1 Hungria. No jogo contra a Itália o técnico brasileiro, Ademar Pimenta não escalou Leônidas, o melhor jogador da Copa, uma decisão no mínimo estranha. Após o jogo da final o goleiro húngaro declarou: “levei quatro gols e salvei onze italianos”. A Itália foi bicampeã e permaneceria assim pelos próximos doze anos, período em que não houve copas (1938 a 1950), devido a Segunda Guerra Mundial.

Os brasileiros ouviram pelo rádio as narrações dos jogos pela primeira vez, nas copas anteriores os resultados chegavam via telégrafo. Em 1938 o rádio estava em grande expansão por todo o país, que agora ouvia as decisões políticas fantasiosas da ditadura militar, a morte do cangaceiro lampião, os gols de Leônidas, a derrota do Brasil e a vitória da Esquadra Azzurra.


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A 2ª COPA

Quinze dias atravessando o atlântico, um treino, um jogo, um gol, assim foi a campanha do Brasil em 1934 na Itália durante a 2ª Copa do Mundo de Futebol, perdeu para a Espanha por 2x1. O Brasil tinha entrado nas oitavas de final, fase eliminatória. Leônidas marcou o único gol brasileiro, o mesmo que havia inventado o gol de bicicleta, retornou para casa frustrado.  

Da mesma forma que aconteceu quatro anos antes, a rixa entre os dirigentes e jogadores paulistas e cariocas, atrapalhou a escalação da seleção brasileira. A intriga era tamanha, que jogadores do Palestra Itália (atual Palmeiras), chegaram a ser escondidos durante vários dias.

As picuinhas não existiram apenas a nível nacional, o Uruguai, atual campeão boicotou a copa em retaliação aos vários países europeus, que se negaram a participar da primeira copa sediada em Montevideo em 1930. A Inglaterra se achava boa demais e também não participou da Copa de 34.

Preciso comentar sobre o primeiro brasileiro a marcar um gol em uma copa do mundo, “Preguinho”, João Coelho Netto, filho do escritor maranhense Coelho Neto, gol marcado quatro anos antes na Copa de 1930. Preguinho era multi atleta, além do futebol disputou em mais sete modalidades esportivas diferentes: natação, remo, pólo aquático, saltos ornamentais, atletismo, basquete e vôlei. Ganhou mais de 50 títulos nessas modalidades, tendo recebido mais de 300 medalhas.


A 2ª Copa do Mundo foi um demonstrar de força por parte da Itália, que vivia sob a ditadura de Benito Mussolini. Foram “incentivados” a vencer ou sofrer as consequências, os jogadores italianos responderam bem dentro de campo e literalmente, quebraram vários ossos de adversários em sua saga ao primeiro título da Azzurra.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

A 1ª COPA

O Vitória Futebol Clube é um time português fundado em novembro de 1910, completou 107 anos, é também conhecido como Setúbal.
Em agosto de 1930, os mineiros da região do estádio do Atlético Mineiro, foram os primeiros brasileiros a assistirem um jogo de futebol noturno. O Atlético Mineiro derrotou o Setúbal por 3x1. Jules Rimet se encontrava no estádio como convidado ilustre.


Jules Rimet, francês e 3º presidente da FIFA, foi o grande responsável pela realização da 1º Copa do Mundo de Futebol, no mesmo ano do primeiro jogo iluminado artificialmente no Brasil.
Em 1930, o meu avô completava exatos 30 anos e chegou a região do Médio Mearim no interior do Maranhão, as margens da BR 316 cerca de 50km de Bacabal, um distrito do município de Olho D’água das Cunhãs, chamado Setúbal dos Barreiros.
A seleção Uruguaia, “Celeste Olímpica”, como ficou conhecida após vencer as olímpiadas de 1924 e 1928, também venceu a 1ª Copa de virada sobre a Argentina por 4x2.

Jules Rimet tinha como objetivo aproximar as nações através do esporte. Em 1946 o troféu da Copa recebeu o seu nome e seria dado permanentemente a equipe que vencesse o torneiro três vezes, o Brasil ficou com ela em 1970.

João Marculino de Paula, o meu avô, foi pai pela 15ª vez em novembro de 1949, quando nasceu a minha mãe, a caçula.